EVENTOS


WORKSHOP   DE   ESCRITA   CRIATIVA

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EXPOSIÇÃO ITINERANTE DO CENTRO DE ESTUDOS REGIANOS

“O QUE FOI A PRESENÇA? UMA LEITURA A 90 ANOS DE DISTÂNCIA”

Integrando a comemoração do 90.º Aniversário da Revista Presença, temos o prazer de informar que esteve patente até 13 de outubro, no Auditório Municipal, em Vila do Conde, a Exposição Itinerante intitulada: O que foi a presença? uma leitura a 90 anos de distância”.

 

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 FEIRA DO LIVRO REGIANO – 2017

EDIÇÕES CER

– Boletim/Revista Estudos Regianos
números individuais  (a partir do n.º 2)  –  5€
números duplos –  10€

– Catálogos de exposições  – desconto de 15% sobre o preço.
A Acção Repressiva… 6.50€
 Espelhamentos- 6.50€

– Monografias  –  desconto de 20% sobre o preço.

Versos Esparsos e inacabados 14.00 €
Jacob e o Anjo 18€ –
O Homem em José Régio  9.50€
Prémio Literário de Teatro – José Régio  4€  

– As Encruzilhadas de Deus (edição facsimilada)  desconto de 15% sobre o preço. 21€

– Pisa-papéis comemorativo dos 20 Anos do CER, 7€

OUTRAS EDIÇÕES
(Restos de Coleções doadas) – desconto de 25% sobre o preço.

INCM
– Coleção José Régio Obra Completa ( Poesia; Prosa de Ficção; Teatro; Ensaio; Correspondência; Memórias)  18€
– Correspondência Álvaro Ribeiro/José Régio  e Vitorino Nemésio/José Régio  15€
– Correspondência Jorge de Sena/José Régio, 15€ 

Circulo de Leitores
– Coleção José Régio Obras Escolhidas ( Volumes avulsos ) 10€

Quasi Edições
– Poemas de Deus e do Diabo (2002) 10€
– Antologia Poética Não vou por aí (2000) 8€
– Antologia Poética Cântico Negro (2005) 15€

Instituto Camões  
– Eugénio Lisboa, No Eça nem com uma flor se toca – Eça visto por Régio (2002) 10€

Brasília Editora
– Poemas de Deus e do Diabo (9.ª edição, 1978) 15€
– As Encruzilhadas de Deus (7.ª edição, 1981) 15€
– Pequena História da Moderna Poesia Portuguesa (3.ª edição, 1974) 15€
– Fado (5.ª edição, 1984)  15€

Edição C.C.O./C.M. Guarda
– Manuel Poppe, José Régio – Felizmente um Homem de Província (2002)  5€

Edição Especial Teatro S. Luiz, A Salvação do Mundo, novembro, 1971   18€

CONTACTE-NOS                            


MOMENTOS DA SESSÃO DE LANÇAMENTO DA OBRA:

JOSÉ RÉGIO – PERCURSOS E DISCURSOS DE UMA VIDA

AUDITÓRIO MUNICIPAL DE VILA DO CONDE – 15 SET. 2017

 

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Mesa de apresentação                                                 João D’ Ávila declamando Régio

 

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CONGRESSO INTERNACIONAL  REVISTA PRESENÇA: 90 Anos Depois

Para comemorar os noventa anos do aparecimento da revista PRESENÇA, o Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CLEPUL) e o Centro de Estudos Regianos (CER) de Vila do Conde organizaram no passado dia 9 e 10 de maio de 2017 um Congresso Internacional intitulado Revista PRESENÇA: 90 Anos Depois. O evento decorreu na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

 

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1966 – 2016

MEIO SÉCULO VOLVIDO DESDE O RETORNO À TERRA NATAL

Após a prolongada estada de trinta e nove anos na cidade de Portalegre, no Alto Alentejo (trinta e seis a exercer atividade docente e os três últimos anos,  de forma intermitente, já aposentado e preparando a sua partida), José Régio regressou definitivamente a Vila do Conde, em 1966, fixando a sua residência na casa herdada da madrinha Libânia, atualmente Casa-Museu, onde, segundo as suas palavras, “desejava passar o resto dos seus dias”. Contudo, em finais desse ano, um problema de doença do foro pulmonar forçou-o a um internamento no Sanatório Rainha Dona Amélia, em Lisboa, tendo aí permanecido alguns meses, antes do retorno definitivo a Vila do Conde.

Vila do Conde é inseparável de José Régio, não apenas pelo facto quase banal de ter sido a terra do seu nascimento, mas sobretudo porque a sua obra, enraizada profundamente, está cheia da sua terra. A sua obra e a sua vida. Quando, perto do fim, pressentindo vagamente a morte, numa daquelas misteriosas manifestações do que chamava a pré-experiência, se recolheu definitivamente à sua casa e à sua terra, vinha para morrer, como desejava, onde tinha nascido. Mais ano, menos ano, e trabalhando, trabalhando sempre“.

Orlando Taipa, 1970.


POEMAS DE DEUS E DO DIABO, [1926] – 2016

Um Clássico da Poesia Portuguesa 90 Anos Depois

Comemoramos neste ano o nonagésimo aniversário da publicação do livro inicial da vasta obra literária de José Régio.

A 1.ª edição de Poemas de Deus e do Diabo surgiu no primeiro trimestre de 1926.  Foi impresso em Coimbra, na tipografia Atlântida (onde viria a ser também a presença e todas as suas memoráveis edições), em papel de embrulho de cor parda, com carateres desmesurados e uma capa ilustrada pelo pintor Julio, irmão do Poeta. Pelo aspeto pouco convencional e até arrojado para a época, o livro fez furor na montra da livraria, da pacata cidade de Coimbra dos anos 20. Considerada por uns como uma revelação artística, a obra foi apontada por outros como um perigo contra  a moral e a tradição e Régio visto como um “louco”.

No entanto, em 1935, António Sérgio, em entrevista dada a um jornal, já  considerava Poemas de Deus e do Diabo um clássico da poesia portuguesa. As críticas favoráveis foram sucedendo, ao longo das décadas e o “Cântico Negro” é hoje um hino à sua obra, imortalizado por declamadores de prestígio.

1.ª ed., Coimbra: Atlântida, imp. [1926], capa de Julio; 2.ª ed., Lisboa: Portugália, 1943, capa de Fred Kradolfer, corrigida e seguida de posfácio; 3.ª ed., Porto: Imprensa Portuguesa, imp. 1951, il. G. Camarinha, c/ “Introdução a uma obra poética” de J. Régio (As Velas e os Ventos); 4.ª ed., Lisboa: Portugália, 1955, capa de Júlio Gil, c/ “Introdução” c/ ligeiras alterações de J. Régio; 5.ª a 7.ª ed., Lisboa: Portugália, 1958,1965 e 1969, capa de J. Câmara Leme, il. c/ 8 des. de J.Régio; 8.ª a 10.ª ed., Porto: Brasília, 1972, 1978 e 1984, capa de J. Câmara Leme, il. c/ 8 des. de J. Régio seguidas de “Introdução a uma obra” ; 11.ª ed., Lisboa: INCM, 2001, capa c/ des. de J. Régio; 12ª ed., Vila N. Famalicão: Edições Quasi, 2002.

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AS ENCRUZILHADAS DE DEUS, 1936 – 2016

Uma Obra com 8 Décadas

Mais uma data que merece ser comemorada: há oitenta anos que José Régio deu a público este livro, que pode ser visto como o último grande capítulo da sua biografia espiritual.

O conflito íntimo, proveniente do dualismo antagónico entre o divino e o demoníaco (já presente na obra inicial e continuado na complexa génese desta), gera as tensões internas com que o poeta se debate incessantemente, entre o seu verdadeiro eu e aquele, “a máscara”, que vê refletida no espelho.

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“E ao fundo do espelho, o tal,
Com seu tique de ironia,
Na boca fria,
Seus hirtos lábios agudos,
Seus olhos mudos,
Ensina-me a hipocrisia
De continuar a viver.”(Nocturno)

1ª ed., Coimbra: presença-Atlântida, 1936, c/ capa e il. de Julio; 2ª ed., Lisboa: Editorial Inquérito, 1946; 3ª e 4ª ed., Lisboa: Portugália Editora, [1956], 1960, capa de Carlos Câmara Leme e il. de Manuel Ribeiro  de Pavia; 5ª e 6ª ed., Lisboa: Portugália Editora (Obras Completas), 1966 e 1970; 7ª ed., Porto: Brasília Editora, 1981; 8ª ed., Lisboa: INCM, 2001, capa c/ desenho de Régio; 9ª ed., Vila do Conde: CER, 2006 (edição fac-similada da 1ª ed. e numerada).

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HISTÓRIAS DE MULHERES, 1946 – 2016

70 Anos Após a 1ª Edição

Comemoramos também neste ano de 2016 o septuagésimo aniversário da 1.ª edição da coletânea de novelas, Histórias de Mulheres, de José Régio, publicado pela Livraria Portugália, em 1946, contando com oito edições atualmente.

Histórias de Mulheres ” é um levantamento de histórias que implicam intriga e enredo muito legíveis mas cuja feição é a de surpreender psicologias femininas […]. O mundo feminino mais revelado é o que era comum há talvez pouco mais de duas gerações atrás, numa sociedade burguesa […], quando as raparigas (por não precisarem) eram confinadas às prendas dos bordados, do piano, do francês, ou do primeiro ciclo do liceu […]. Esposas administrando o lar de portas adentro, suportando, breve, o marialvismo extra-conjugal dos maridos como uma provação inevitável […]. Assim as Histórias de Mulheres, que nos pareceu primeiro um livro chocante, escandalosamente parcial em certa medida, impõe-nos o seu realismo geográfico-social, aponta a uma época de que ainda tomamos conhecimento relativamente próximo, pois os códigos e preceitos que regiam tais amostras de mundos nos são revelados por choques de gerações, por preconceitos não de todo desaparecidos”.

excertos de Apontamentos  às Histórias de Mulheres de José Régio,
de  Maria Aliete Galhoz

1ª ed., Porto: Livraria Portugália, [1946], capa de Júlio Resende; 2ª ed., Lisboa: Portugália Editora, [1960], capa de Infante do Carmo; 3ª ed., aumentada c/ “Davam Grandes Passeios aos Domingos”, Lisboa: Portugália Editora (Obras Completas), 1968; 4ª, 5ª e 6ª ed., conforme a anterior, Porto: Brasília Editora. 1974, 1978, 1986; 7ª ed., Lisboa: Círculo de Leitores, 1993; 8ª ed., Lisboa: INCM, 2000.

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VIDAS SÃO VIDAS, 1966 – 2016

Meio Século de Existência para o 5º vol. da A Velha Casa

José Régio começou a escrever a vasta saga de A Velha Casa, em 1945, trazendo para o primeiro volume o tema da adolescência, com toda a sua problemática psicológica: a insegurança, a incompreensão e as dúvidas de carácter moral e metafísico.

A ação centra-se na história de Lelito, um jovem introvertido e sensível, educado num ambiente conservador de uma família pequeno-burguesa nortenha.

Ao longo dos cinco volumes, Régio vai introduzindo o leitor no seu mundo autobiográfico, em parte já perdido, mas com o qual nos familiarizamos, através da análise minuciosa do autor e o seu gosto pela partilha das memórias.

Régio apreciava particularmente os romances longos, aqueles em que podia penetrar na intimidade das personagens e instalar-se nos ambientes ficcionados, como se fossem seus. Em carta enviada, em 5-5-1953, ao amigo Miller Guerra refere precisamente esse prazer: “[…] gosto muito daquele longo, minucioso e múltiplo convívio que nos permitem os romances extensos à Balzac, à George Eliot, à Tolstoi… – romances que são outro mundo no meio do mundo em que quotidianamente nos agitamos e uma vida à parte na vida que levamos todos os dias. Os personagens de tais romances tornam-se-nos tão reais como os nossos parentes, amigos ou inimigos […]”.

José Régio morreu sem ter concluído  a sua longa teia romanesca, que aos poucos se foi demorando cada vez mais na análise das personagens e menos na evolução narrativa.  Vidas são Vidas foi o último volume concluído e publicado ainda em vida do escritor.

“Já li Vidas são Vidas. Li-o com o interesse, o agrado, a emoção com que tenho lido todas as obras de José Régio, nas quais em parte me espelho e analiso. Talvez o José Régio nem sequer imagine o que nos é comum, talvez porque divergimos no interpretar a motivação psicológica de Lelito. […]
A Lisboa de Vidas são Vidas ainda é amena e amável. Deixa saudades ao leitor notívago, sonâmbulo ou sonhador. Hoje Lisboa é a imitação tumultuosa da metrópole impossível.”

excertos da carta de Álvaro Ribeiro para J. Régio, 7-2-1966

1ª ed., Lisboa: Portugália Editora, «Obras Completas», 1966; 2ª ed., aumentada c/ os rascunhos para o 6º volume, Porto: Brasília Editora, 1973; 3ª ed., Porto: Brasília Editora, 1985; 4ª ed., Lisboa: Círculo de Leitores, 1994; 5ª ed., Lisboa: INCM, 2003, capa c/ pormenor de desenho de Bernardo Marques.

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Conferência realizada no dia 18 de Maio de 2016, na Casa Museu de José Régio em Portalegre

Diferentes paisagens – uma viagem pelas obras de Júlio Dinis e José Régio

Ana Cláudia Salgueiro da Silva

Sinopse

A paisagem, em articulação com o ser humano e a sociedade, assume uma singularidade, que reside na figuração dos seus elementos tangíveis e intangíveis – por um lado, porque apresenta lugares e espaços; por outro lado, porque corporiza diferentes estados de alma.

Dotada de uma valorização simbólica, a paisagem constitui-se, pois, na escrita literária, como expressão de significações de uma realidade e de um imaginário, que se definem como experiência estética, expressa na dimensão subjetiva, proveniente da apreciação humana sobre os seus elementos.

Tal sucede com a obra literária de dois escritores portugueses: Júlio Dinis (1839‑1871) e José Régio (1901-1969), cujas produções, ainda que inscritas em épocas distintas, privilegiam a paisagem, como local de regeneração e de apaziguamento, proporcionando aos leitores um efeito sensorial, concretizado no olhar que se espraia, nos aromas que se misturam, nos sons que se difundem.

Fonte de contemplação e de inspiração, a paisagem consolida, deste modo, um conteúdo semântico próprio, surgindo como lugar promotor do aprofundamento do conhecimento sobre o sujeito e sobre os outros e como lugar humanizado, que contextualiza e guia a leitura.

Nota curricular:

Ana Cláudia Salgueiro da Silva é doutorada em Literatura pela Universidade de Évora e licenciada em Ensino de Português / Francês pela Escola Superior de Educação de Portalegre.
Tem desenvolvido trabalho de investigação na área da Literatura, sendo autora de comunicações e artigos, que têm sido publicados em revistas científicas. Tem ainda participado em colóquios, jornadas e congressos.

 

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